Paula Sequeira

Filomena Almeida

Para mim era um dia normal, iniciar a jornada com um cafezinho no café da aldeia. O café é pequeno o que obriga a partilha de mesas e até de conversas simples ... Foi assim que a Paula Sequeira inicia uma conversa nem lembro sobre o quê.
Sendo certo que o tema foi parar á Guiné e às crianças que vinham para tratamento de cardiologia. Foi assim que nasceu uma paixão enorme pelo conceito e pela perspetiva de receber uma criança no seio familiar.

Receber crianças foi só a primeira intervenção da Paula neste projeto porque desde esse dia o envolvimento foi de uma entrega total. Rapidamente passou a membro do grupo de trabalho do sector da saúde da Fundação João XXIll/Casa do Oeste. Nunca deixando de receber crianças no seu seio familiar assumiu dentro deste grupo de trabalho a tarefa de toda a preparação documental e não só... Na sua primeira missão á Guiné junto com a equipa médica disse que era o que queria fazer para o resto da vida...
A sua entrega e dedicação sem paralelo incentivou que em conjunto com a Fátima Lourenço criássemos uma associação para receber meninos com cancro e as suas mães.

Foi a coragem, a determinação e o amor que pôs neste projeto de amar os filhos de outrem como se fossem seus que incentivou muitas famílias a se juntarem a nós. O seu entusiasmo fez-nos crescer, solidificar e expandir para além do imaginável...

O céu tem mais uma estrelinha, nós ficamos todos mais pobres, mas acreditamos que continuará a ser um anjo da guarda para este projeto de amor.

Muita gratidão por tudo o que nos deu e nos ensinou, neste curto tempo juntos...