Pe. Joaquim Batalha
Caros amigos,
Como presidente do conselho de administração da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, permitam-me que aproveite esta assembleia de Fundadores para tecer algumas considerações a que a minha consciência me impele para enaltecer o exemplo de abnegação e de empenho de muitos, e são imensos, que, ao longo dos tempos, (e são 50 anos), têm tornado possível o desenvolvimento da missão e dos objetivos da Fundação.
A fraternidade, a solidariedade e a luta incessante pelo bem comumão a essência estruturante do cristianismo. A liturgia é apenas um meio importante de melhor conseguir esses objetivos do Povo de Deus. Todos os ensinamentos da Palavra de Deus, quer no Antigo, quer no Novo Testamento, são disso uma verdade indesmentível.
E pela sua particular importância, enquanto projeto de desenvolvimento Mas quero, com a ênfase merecida, prestar a homenagem e agradecimento ao grupo que contribui diária e permanentemente para esta verdade e a todas as mulheres que também de forma abnegada e voluntária contribuem para o salvamento de vidas de crianças indefesas que sem este valioso contributo não resistiriam à morte próxima e anunciada. À equipa preparatória, às diversas equipas médicas e às Famílias de Acolhimento que recebem os meninos doentes e vulneráveis no seio das suas famílias e lhe dão o que de melhor se pode aspirar que é uma família, alimentação, amor, carinho, bem-estar e, sobretudo esperança. Um exemplo tão superabundante de sentido cristão que tudo o que mais dissesse seria necessariamente redutor.
Tudo isto e toda a missão da Fundação são um exemplo de dádiva e de realização evangélica que a todos nos interpela e anima para continuar. Muito, mas muito obrigado, a todos, pelo exemplo e pela doação altruísta muitas vezes do que vos faz falta.